A complexidade das construções hospitalares

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A ideia de que hospitais são lugares frios e impessoais está ultrapassada. É importante pensar que o bem-estar dos pacientes,…

A ideia de que hospitais são lugares frios e impessoais está ultrapassada. É importante pensar que o bem-estar dos pacientes, acompanhantes, visitantes e funcionários precisa ser garantido pelo projeto arquitetônico e em todo o processo de projetos da obra. Para isso, é necessário levar em consideração a infraestrutura, iluminação, os tipos de revestimentos, a sustentabilidade da construção, além de outros pontos de análise. Trabalhar com uma construtora que participe de todas as etapas do empreendimento, tornando-se uma aliada durante o projeto, e não apenas o agente executor da obra, faz toda a diferença.

Leia mais sobre a importância de uma boa construtora no artigo do CEO da Amplus, Paulo Henrique Barbosa. 

Para essa tipologia de empreendimento, é necessário ter conhecimento das normativas da ANVISA, principalmente da RDC nº50/2002. Trata-se da elaboração e avaliação de projetos técnicos para estabelecimentos de saúde. Temos a RDC nº 222/2018, que trata do gerenciamento de resíduos, e a RDC nº15/2012, que trata o processamento de produtos nos estabelecimentos de saúde. Outro grande desafio se encontra nas instalações. Para essa etapa, é importante lembrar que, quanto mais completo for o hospital, maior será a necessidade de sistemas especiais, sinalização de enfermagem, intercomunicação, sistema busca-pessoa, rede de gases medicinais, sistema de automação, entre outros.

Nós da Amplus estamos sempre falando sobre a importância do papel da construtora durante todo os processos de uma obra – concepção à operação – além de reforçar a respeito da gestão de projetos, em que uma das atividades é a compatibilização. Essas etapas são importantes para que os empreendimentos sejam desenvolvidos com mais segurança e eficácia. Para a construção de hospitais, esses processos são fundamentais, uma vez que a complexidade da edificação implica em uma margem de erro maior. O mindset dos empreendedores não pode ser orientado para redução de custos, uma vez que “economias precipitadas” podem sair mais caras do que em edificações residenciais/comerciais comuns. 

Exigências em construções hospitalares

A maior complexidade de empreendimentos hospitalares existe devido à aplicação de várias normas técnicas de uma só vez e da operação em si. Isso resulta em projetos que envolvem, ao mesmo tempo, muitos conjuntos estruturais, soluções executivas, acabamentos e instalações complicadas.

Para isso, ter um sistema consistente de gestão de qualidade e controle de obras muito rigoroso é fundamental. Dependendo da função do hospital, outras necessidades deverão ser atendidas também. Se o caso for uma expansão – com obras em um hospital em andamento – o planejamento precisa ser dinâmico e a equipe resiliente. O processo exige que seja assim. 

Nesse segmento e cenário, o uso do BIM é essencial, sendo seus benefícios ainda mais tangíveis. Aqui na Amplus, em obras complexas – como é a construção de um hospital – se todo o processo não for pensado em BIM, preferimos não participar, uma vez que o risco da construção aumenta sensivelmente. 

A arquitetura hospitalar

Em um depoimento exclusivo para a Amplus, o nosso parceiro, Arquiteto e Urbanista e Prof. Titular da FauUsp, Siegbert Zanettini, disse que:

“A arquitetura hospitalar se identifica pela luz, transparência, leveza, evolução tecnológica e por se apoiar sobre os conceitos: concepção multidisciplinar;  visões holística e sistêmica; superação de paradigmas conceituais e construtivos da moda adequando-se à cultura de cada época; domínio integral das tecnologias limpas; inovação e  utilização evolutiva do conhecimento de base científica; a importância do projeto na explicitação da noção de qualidade e a questão do meio ambiente como parte estrutural do repertório arquitetônico. Esses predicados que integram tal conjunto de conceitos não diferenciam arquitetura hospitalar das demais, é a arquitetura sem adjetivos.”

Para ele, é preciso entender que nisso ela é específica. Integrando as citadas conceituações, a arquitetura hospitalar tem que servir ao homem em todas as suas necessidades e condições físicas e mentais. O homem é a referência central da arquitetura.

Projetando um Hospital

A fase de projetar um empreendimento hospitalar influencia diretamente na maneira como os usuários vão interagir com os ambientes. Para isso, precisamos nos atentar aos seguintes pontos de análise:

1- Projetos em nível executivo: É importante que todas as equipes do projeto sejam empresas qualificadas e especialistas em construções hospitalares. Elas devem trabalhar sob a supervisão de uma Gerenciadora de Projetos, garantindo o correto fluxo do processo, qualidade das soluções, atendimento a todas as normas e legislação, além da compatibilidade entre as disciplinas. Dessa forma, evita-se tomadas de decisões em obras e, consequentemente, retrabalho – que, por sua vez, iria causar aumento de custo, atrasos no cronograma e uma possível queda na qualidade dos serviços.

2- Sistema Construtivo: As necessidades do empreendimento e as características do terreno, além de todas as informações do projeto, são alguns dados que o cliente irá fornecer à construtora que, por sua vez, irá definir o sistema construtivo que melhor se adequar ao projeto. Essa fase ocorre simultaneamente a anterior, sendo essencial a participação da construtora desde o início do processo.

3- Especificações de Materiais: Existe uma lista que indica os melhores materiais e soluções para uso em hospitais, que envolve revestimento (pisos e paredes), esquadrias e iluminação. 

4- Automação: Em um hospital, a automação é muito importante, pois faz com que os equipamentos realizem o controle de acesso, ou programe a ativação/desligamento de sistemas de climatização e iluminação, por exemplo. Parece pouco, mas são facilidades que promovem conforto aos ocupantes e auxiliam na redução do consumo de energia elétrica. No entanto, antes dessa decisão, assim como em todas as outras, precisamos de um estudo de viabilidade. Dessa forma, o empreendedor escolha o melhor cenário para a obra, de forma racional e embasada.

5- Acessibilidade: Fundamental em um projeto hospitalar, a acessibilidade deve fazer parte do plano diretor da obra, abarcando todas as interligações, acessos e conexões do empreendimento. Saiba mais sobre acessibilidade na construção civil neste artigo da Amplus.

6- Transformações: É importante manter uma estrutura que permita transformações tanto no seu interior quanto exterior, uma vez que a crescente da tecnologia e ciência está contribuindo para estimular mudanças, tanto na natureza da medicina quanto na tipologia dos edifícios onde ela é realizada. Aqui, voltamos ao primeiro item, uma vez que mudanças com baixo custo só serão possíveis se as definições de projetos forem pensadas para isso.

 

Viu só como é importante trabalhar com uma construtora especializada desde o início do projeto para se ter um hospital finalizado e operando?

Se você quer construir um hospital ou expandir sua operação, mas não saber por onde começar, fale com a Amplus. Prestamos assessoria na concepção de projetos e no estudo de viabilidade econômico financeiro, além da estruturação de funding, se necessário for. Entre em contato e saiba mais. 

Fabianne Falcão