BIM em instalações hospitalares

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A partir do surgimento do BIM, todos os projetos de construção civil se beneficiaram com vantagens em economia de tempo…

A partir do surgimento do BIM, todos os projetos de construção civil se beneficiaram com vantagens em economia de tempo e dinheiro. No entanto, foi em organizações hospitalares que essa tecnologia se fez ainda mais efetiva, visto que o custo, o cronograma de ações e as inúmeras disciplinas do projeto são cruciais para o controle de qualidade desse tipo de obra.

Clique aqui e saiba mais sobre a dificuldade e complexidade das construções hospitalares.

Uma vez que essa ferramenta permite a integração total do projeto com suas respectivas disciplinas, ao simular a distribuição de processos e materiais, as tomadas de decisões se tornam mais assertivas e benéficas para o empreendimento. Dessa forma, o BIM veio como um ajuste perfeito para os cuidados que os hospitais necessitam devido à complexidade de suas instalações e atividades. 

Um dos motivos principais acontece durante a compatibilização, que fica facilitada e mais segura, já que é possível analisar todas as interferências entre os projetos envolvidos e apresentados pelo modelo 3D. Essa funcionalidade torna a modelagem em BIM fundamental para obras de grande complexidade que vemos na área da saúde.

A revolução do BIM

Para entender a importância dessa tecnologia, vale lembrar que, originalmente, os projetos eram elaborados em duas dimensões, compostos por plantas, elevações e cortes. Além do 3D e sua dimensão de profundidade, o BIM se estende também para o 4D (tempo) e 5D (custo). Existem também possibilidades de 6D (análise de sustentabilidade) e 7D (gerenciamento de ciclo de vida).

Mas é possível ir mais além. Quando trabalhamos com a simulação de um edifício real, só que de maneira virtual, podemos aplicar inúmeras dimensões ao modelo, como normas específicas e operações. No segmento hospitalar, por exemplo, a resolução RDC nº 50, da Anvisa, é a principal norma do segmento e estabelece os requisitos de planejamento, elaboração e avaliação de projetos físicos.

Outro ponto de destaque é a possibilidade de simular o funcionamento de um departamento específico ou do prédio inteiro, dando mais credibilidade e transparência para as tomadas de decisões e fornecendo suporte para ações futuras. 

Considerando as atividades envolvidas em um hospital, essa é uma etapa muito importante do projeto. Isso porque, trabalhando com BIM, um simples traço/linha possui especificações, custos, prazo de execução e todas as informações relevantes para o desenvolvimento do projeto. Conseguimos construir virtualmente, minimizando muito os erros na obra e maximizando qualidade e resultados (custo/prazo).

Qual o investimento necessário?

O acréscimo de investimento – financeiro – para trabalhar com o processo BIM não é relevante. É muito importante ser rigoroso e criterioso na contratação dos projetistas a serem envolvidos no processo. Bons projetos trazem mais economia que o seu custo durante a execução, além do benefício das qualidades das soluções propostas.

De acordo com a Eng. Kelly Miranda, Gerente de Projetos da Amplus Construtora, o grande investimento do BIM é no tempo durante a fase de desenvolvimento dos projetos, visto que é uma construção virtual, com maior quantidade de informações e atividades a serem executadas. Todavia, normalmente recupera-se o maior tempo investido na fase inicial, com a redução no tempo de execução da obra. O benefício financeiro para quem opta por trabalhar com BIM é visto na economia gerada pela análise das diversas soluções de projeto e na escolha adequada destas soluções, possibilitando redução de custo – de implantação e operação – e aumento da qualidade do projeto.

BIM em Hospitais

Como estamos falando de hospitais, a complexidade da sua construção exige um sistema de qualidade com funções que não vemos em obras comerciais e residenciais.

Além disso, a etapa de projetos demanda sinergia entre as equipes envolvidas e muita comunicação. Por esse motivo, ter uma boa construtora presente desde o início do processo é fundamental. Saiba mais no artigo do CEO da Amplus, o Eng. Paulo Henrique Barbosa.

O tempo de desenvolvimento dos projetos, portanto, será equivalente ao enriquecimento do modelo, dado que a quantidade de informações a serem extraídas é igual a quantidade de informações a serem inseridas no modelo. A complexidade desta fase requer conhecimentos específicos e experiência, ainda mais quando tratamos de instalações hospitalares. 

 

Sem planejamento e organização dos procedimentos, o BIM será apenas uma ferramenta disponível para modelagem em 3D – atividade que não explora nem 10% do seu potencial. Na Amplus já utilizamos o processo BIM de ponta a ponta. Vamos além da execução da obra, auxiliando nossos clientes desde a concepção do projeto até sua operação em si. 

Quer saber mais? Entre em contato com nossa equipe.

Fabianne Falcão