Logística portuária: entenda como funciona a construção de um porto

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A navegação é um dos sistemas de movimentação de cargas e pessoas mais antigos do mundo e ainda hoje os…

A navegação é um dos sistemas de movimentação de cargas e pessoas mais antigos do mundo e ainda hoje os portos ocupam um papel muito importante na logística a nível global, principalmente quando pensamos em comércio exterior e deslocamentos de carga para longas distâncias. Um terminal portuário basicamente funciona como um local de transferência de cargas, interligando os modais terrestres (caminhões e trens) e aquaviários (navios). Por ocupar um papel tão importante é que a logística portuária está diretamente ligada ao desenvolvimento econômico de um país.

No caso do Brasil, existem atualmente 235 instalações portuárias, variando entre portos marítimos ou fluviais, públicos ou privados. Apesar de sua ampla costa marítima e uma rede portuária bem distribuída ao longo do seu território, o país ainda enfrenta vários desafios em sua logística portuária, principalmente em relação à lentidão do sistema burocrático. Porém mesmo com todas as especificidades existentes, o mercado de terminais portuários pode ser considerado bastante amplo no Brasil: somente entre os portos públicos, temos 37 portos marítimos e 39 portos fluviais, uma estrutura estratégica e administrativa bastante robusta. 

Os terminais portuários são classificados em marítimos (possuem ligações com o mar), fluviais (com ligações a rios) e lacustres (com ligações a lagos). Podem ser construídos com diversas finalidades, desde o uso militar ao uso comercial, de serviço ou mesmo lazer. Como é neles onde são embarcados e desembarcados contêineres, geralmente contam com grandes áreas para armazenagem, tanto desses contêineres como de equipamentos necessários para a operação, como guindastes, além do espaço necessário para o grande fluxo dos caminhões.

Os tipos de terminais portuários

Como nesse artigo estamos tratando especificamente do complexo fixo da logística portuária, isto é, a estrutura física que possibilita o funcionamento de toda operação, é possível definir três tipos construtivos básicos de terminais, que variam de acordo com a carga transportada.

Terminais de contêineres

São os terminais onde circulam os mais variados tipos de contêineres: cargas secas, líquidos, refrigerados, aquecidos, etc. Existem três subclassificações desse tipo de terminal acordo com a função que desempenham:

  • terminais regionais ou alimentadores: são menores e atendem a navios de menor porte que levarão a carga ao seu ponto final de consumo regional, no litoral do território de destino;
  • terminais de transbordo: também chamados de transhipment, servem como plataformas de baldeação de mercadorias de um navio para outro, além de servirem como portos alimentadores da região onde estão localizados;
  • terminais concentradores: são os portos de maior estrutura, que se destinam a concentrar a carga conteinerizada de toda uma região para uma futura distribuição para outros portos, podendo servir como referência para um país ou até mesmo um continente inteiro. 

Terminais graneleiros

Esses terminais são construídos para atender ao carregamento e descarregamento de granéis sólidos, como grãos e outras commodities. Esse tipo de terminal costuma contar com armazéns de médio e grande porte para armazenar uma grande quantidade de produtos e em condições especiais pois, na maioria dos casos, esses produtos não podem ficar expostos e requerem equipamentos específicos para sugar e despejar as cargas granuladas nos navios. É bastante comum também que os terminais graneleiros tenham acesso a ferrovias devido às características desses produtos, que costumam ser transportados por trens pelo baixo valor agregado.

Terminais para granéis líquidos

a construção deste tipo de terminal se destina ao armazenamento e encaminhamento de líquidos de vários tipos, como gases, sucos, produtos químicos, petróleo e seus derivados, entre outros. Nesses terminais geralmente encontramos grandes tanques para a armazenagem dos produtos, além de gasodutos que desembocam no terminal. Terminais de granéis líquidos geralmente possuem um cuidado especial com a segurança, afinal tratam-se de cargas normalmente inflamáveis, o que exige uma série de procedimentos a serem seguidos no transporte e uma equipe especializada para lidar com possíveis situações de emergência.

Para a construção de um porto, a observação das condições naturais são imprescindíveis e determinarão a possibilidade do projeto. A partir dos estudos da geomorfologia do local, será possível ao governo ou à empresa privada responsável pela construção entender a interação de fatores como solo, água, atmosfera, fauna e vegetação. 

O lugar escolhido para o terminal portuário pode não oferecer as condições ideais, já que essa escolha depende de outros fatores como a concentração de indústrias, as rotas de transporte da produção, planos governamentais, entre outros fatores. No entanto, adequações nos projetos podem ser feitas para que se consiga a segurança necessária para as embarcações, edificações, cargas, equipamentos, além do meio ambiente e pessoas envolvidas nas operações.

A equipe responsável pelo projeto de porto deve necessariamente considerar todos os impactos ambientais nas fases de estudos para o projeto, além de buscar tecnologias não poluentes para cada fase do empreendimento. Algumas dessas consequências podem ser previstas para buscar propostas de redução desses impactos, como as alterações na dinâmica natural da fauna aquática, vegetação, condições de vida e mobilidade dos moradores locais, atividade pesqueira, entre outros fatores.

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Alexandre Roger