Turn key e Administração: conheça os regimes mais comuns na construção civil

Truk key e administração

 

Vai construir? Conheça os principais regimes de contrato da construção civil, turn key e administração, e entenda as diferenças.

O gerenciamento de uma obra não é uma missão fácil. Apesar de já existirem diversas ferramentas no mercado de gestão, engenheiros e administradores precisam ficar atentos a cada detalhe de uma construção. Portanto, conhecer as diferenças entre os regimes contratuais, como Turn Key eAdministração, é um deles.

Além de realizar o planejamento do projeto, escolha dos materiais, equipe, levantar custos, organizar logística e tantos outros desafios, os contratos também fazem parte do dia a dia destes profissionais.

A relação contratual entre parceiros, fornecedores e clientes é essencial para levar mais segurança e garantias para todos os lados. Entre diversos regimes e modelos tão comuns na construção civil, estão o contrato turn key e contrato por administração.

Contrato Turn Key

Vista aérea da construção de um prédio

Uma das maiores dificuldades dos administradores da construção civil é manter um bom relacionamento e uma comunicação efetiva com uma grande quantidade de fornecedores.

Considerando essas questões, há muitos anos os americanos já utilizam um tipo de contrato chamado “Turn Key” ou “Entrega da Chave”. Com grande efetividade na América do Norte, este modelo vem se popularizando no Brasil. 

O objetivo do Turn Key é eliminar a grande quantidade de contatos, empresas e contratos, focando todas as etapas do empreendimento em um único fornecedor. Ou seja, apenas uma empresa irá planejar e executar todo o projeto até a entrega das chaves

É muito importante que todos os detalhes estejam presentes no contrato, principalmente nas obras que envolvem acabamentos, como apartamentos residenciais. Aos engenheiros e administradores que decidirem optar pelo contrato Turn Key, é necessário se atentar aos dois formatos possíveis: EPC e EPCM.

Turn Key EPC: Engenharia, Compra e Construção

O EPC é o modelo de contrato onde a empresa escolhida elaborará todo o projeto, realizará a compra dos materiais e executará toda a obra. Aqui, o pagamento dos custos pode ser da empresa ou do contratante. Essa questão deve ser decidida e constar no contrato. 

Turn Key EPCM: Engenharia, Compra e Gestão da Construção

Já no EPCM a empresa contratada é responsável pelo planejamento, realizar a compra dos materiais e fazer a gestão da execução da obra.

Entre as principais vantagens do contrato Turn Key está a centralização da responsabilidade. Ou seja, apenas uma empresa fica responsável por todo o processo da obra – mesmo que conte com uma terceira para execução.

Contrato por Administração

dois homens de capacetes conversando de pé, em meio a uma obra

Diferente do modelo Turn Key, os contratos por Administração de Obras se caracterizam pela contratação de uma única construtora para apenas gerir o projeto. Ou seja, o proprietário pode escolher e contratar a mão de obra de sua preferência, realizar a compra dos materiais e depois passar o controle para a “administradora”. 

A construtora contratada para administrar a obra pode realizar a cobrança de duas maneiras diferentes: percentual sobre os custos de materiais ou remuneração fixa mensal. No caso dos projetos de obras públicas, a administradora também fica responsável pelos trâmites de documentações necessárias.

Em síntese, muitos construtores optam pela escolha deste tipo de contrato por conseguirem acompanhar mais de perto os custos do projeto. O controle dos gastos com materiais, salários dos funcionários, tributos e impostos ficam mais claros e, muitas vezes, acabam sendo reduzidos. Nesse regime, o PIS e Cofins são recolhidos apenas uma vez.

Os cuidados na escolha da administradora da obra devem ser redobrados, uma vez que, neste modelo de contrato, tanto o dono da obra como a equipe contratada se tornam responsáveis pelos possíveis problemas.

Na Amplus trabalhamos com os dois regimes de contratação. Apresentamos aos nossos clientes e investidores as possibilidades e diferenças na prática e sugerimos a que melhor se adequar ao projeto.

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